O Rio Zambeze e um dos rios com mais barragens em Africa. Ja foram construidas mais de 30 grandes barragens na sua Bacia, com grandes encargos para as populacoes locais e para a vida selvagem. Estes impactos tem sido particularmente severos em Mocambique, onde a Barragem de Cahora Bassa tem vindo a desalojar dezenas de milhares de pessoas, provocou cheias em habitats naturais e degradou drasticamente terras e locais de pesca a jusante. Mudar os padroes de descarga de agua de Cahora Bassa para fluxos semelhantes aos naturais ajudaria a restaurar o ambiente a jusante. Neste sentido, estao a ser desenvolvidos esforcos para a elaboração de um plano que vise minimizar os impactos causados.
Entretanto, o Governo de Mocambique, com a ajuda da China e do Brasil, quer construir outra grande barragem intitulada Mphanda Nkuwa, a jusante de Cahora Bassa cuja maioria da energia sera exportada para a Africa do Sul. Preve-se que esta seja a primeira de muitas grandes barragens que Mocambique pretende construir.
O projecto ira colocar em perigo futuros planos de desenvolvimento energetico em Mocambique. Para alem de desalojar os agricultores rurais, Mphanda Nkuwa tornara muito difícil a restauracao do rio a jusante de Cahora Bassa, ainda que sejam implementadas as medidas de uma gestao melhorada. O projecto de 2 bilioes de dolares norte-americanos tambem representa um risco economico significativo para Mocambique, uma das nacoes mais pobres do mundo. A populacao rural de Mocambique, que vive na miseria, necessita desesperadamente de electricidade, mas devido aos elevados custos inerentes a extensao da rede de transmissao, esta barragem nao contribuira de forma significativa para a electrificacao das zonas rurais. Opcoes menos dispendiosas e mais descentralizadas seriam mais adequadas para satisfazer as necessidades da maioria da populacao rural mocambicana. A Africa do Sul, que e para onde se dirige a energia da barragem, possui varias opcoes de energia limpa para utilizar, bem como um potencial enorme em medidas de eficiencia com vista a reduzir o consumo de energia.
O grupo ambientalista mocambicano Justica Ambiental (JA!) apela para que haja um processo publico de forma a rever outras opcoes de energia mais limpa de modo a minimizar os impactos das barragens ja construidas. Vimos por este meio apelar a sua Excelencia, o Ministro de Energia de Mocambique, e ao Presidente da Assembleia da Republica, a elaboracao de um plano energetico com solucoes sustentaveis que garanta uma nacao mais capacitada e preparada para os grandes desafios do futuro, como a crise mundial energetica e a intensificacao das catastrofes naturais provocadas pelas mudancas climaticas.
O Rio Zambeze e um dos rios com mais barragens em Africa. Ja foram construidas mais de 30 grandes barragens na sua Bacia, com grandes encargos para as populacoes locais e para a vida selvagem. Estes impactos tem sido particularmente severos em Mocambique, onde a Barragem de Cahora Bassa tem vindo a desalojar dezenas de milhares de pessoas, provocou cheias em habitats naturais e degradou drasticamente terras e locais de pesca a jusante. Mudar os padroes de descarga de agua de Cahora Bassa para fluxos semelhantes aos naturais ajudaria a restaurar o ambiente a jusante. Neste sentido, estao a ser desenvolvidos esforcos para a elaboração de um plano que vise minimizar os impactos causados.
Entretanto, o Governo de Mocambique, com a ajuda da China e do Brasil, quer construir outra grande barragem intitulada Mphanda Nkuwa, a jusante de Cahora Bassa cuja maioria da energia sera exportada para a Africa do Sul. Preve-se que esta seja a primeira de muitas grandes barragens que Mocambique pretende construir.
O projecto ira colocar em perigo futuros planos de desenvolvimento energetico em Mocambique. Para alem de desalojar os agricultores rurais, Mphanda Nkuwa tornara muito difícil a restauracao do rio a jusante de Cahora Bassa, ainda que sejam implementadas as medidas de uma gestao melhorada. O projecto de 2 bilioes de dolares norte-americanos tambem representa um risco economico significativo para Mocambique, uma das nacoes mais pobres do mundo. A populacao rural de Mocambique, que vive na miseria, necessita desesperadamente de electricidade, mas devido aos elevados custos inerentes a extensao da rede de transmissao, esta barragem nao contribuira de forma significativa para a electrificacao das zonas rurais. Opcoes menos dispendiosas e mais descentralizadas seriam mais adequadas para satisfazer as necessidades da maioria da populacao rural mocambicana. A Africa do Sul, que e para onde se dirige a energia da barragem, possui varias opcoes de energia limpa para utilizar, bem como um potencial enorme em medidas de eficiencia com vista a reduzir o consumo de energia.
O grupo ambientalista mocambicano Justica Ambiental (JA!) apela para que haja um processo publico de forma a rever outras opcoes de energia mais limpa de modo a minimizar os impactos das barragens ja construidas. Vimos por este meio apelar a sua Excelencia, o Ministro de Energia de Mocambique, e ao Presidente da Assembleia da Republica, a elaboracao de um plano energetico com solucoes sustentaveis que garanta uma nacao mais capacitada e preparada para os grandes desafios do futuro, como a crise mundial energetica e a intensificacao das catastrofes naturais provocadas pelas mudancas climaticas.
Nos assinantes desta carta cremos sem equivocacao que o Rio Zambezi nao esta a venda! Nos acreditamos que existe uma falta de visao de longo prazo, quando se tenciona construir outra grande barragem no rio numa epoca como esta, e solicitamos para que se adopte as seguintes medidas afim de garantir que o processo de planeamento energetico de Mocambique seja aberto e transparente, e resulte num plano justo e sustentavel de desenvolvimento de energia:
- Apelamos para que melhore a transparencia do planeamento energetico em Mocambique, incluindo a publicacao de documentos sobre Mphanda Nkuwa que trariam uma luz em relacao as negociacaes feitas com a China, e revelariam os estudos feitos sobre os impactos e custos esperados neste projecto.
- Apelamos tambem para que reveja os planos de construcao de mais barragens com um elevado nivel de risco no Zambeze, considerando as mudancas climaticas, e que nos possa garantir um plano "sem arrependimentos", que nao deixe Mocambique demasiado dependente da energia hidrica ou em crescente risco de cheias induzidas por falhas nas barragens.
- Pedimos uma moratoria em relaco a novas barragens no Zambeze ate que as necessidades energeticas de Mocambique sejam revistas cuidadosamente e que todas as possiveis alternativas sejam tomadas em conta (solar, eolica, biomassa, etc), para garantir que as necessidades energeticas sejam garantidas com o minimo custo humano, ambiental e economico.
- Solicitamos apoio oficial no processo de estabelecimento dos fluxos ambientais nas barragens existentes no Zambeze, para ajudar a restaurar o Delta do Zambeze.
11:35 pm PST, Jan 22,Vanessa Cabanelas, Mozambique
# 178:
11:30 pm PST, Jan 22,Vanuza Ussi, Mozambique
# 177:
11:28 pm PST, Jan 22,Justin Mapise, Mozambique
# 176:
11:26 pm PST, Jan 22,Chantelle Zicai, Mozambique
# 175:
11:26 pm PST, Jan 22,Phillipa Zicai, Mozambique
# 174:
9:47 am PST, Jan 22,Ana Gomes Pinto, Mozambique
# 173:
5:44 am PST, Jan 22,Pedro Barros, Portugal
# 172:
4:35 am PST, Jan 22,Denise Sousa, Mozambique
# 171:
4:00 am PST, Jan 22,Nuno De Azevedo, Mozambique
Ao protegermos o ambiente protegemo nos a nos!!
# 170:
3:51 am PST, Jan 22,Vivaldi Tajú, Mozambique
# 169:
1:27 am PST, Jan 22,Name not displayed, Portugal
# 168:
10:48 pm PST, Jan 21,Rui Durão, Mozambique
# 167:
4:45 pm PST, Jan 21,Joana Durão, Portugal
# 166:
4:39 pm PST, Jan 21,Claudia Bianca Rodrigues, Portugal
# 165:
4:37 pm PST, Jan 21,Zurine Burgoa, Spain
# 164:
4:35 pm PST, Jan 21,João Miguel Cabrita Marum, Portugal
# 163:
4:25 pm PST, Jan 21,FRANCESCA DEL BOVE ORLANDI, Italy
# 162:
3:33 pm PST, Jan 21,Sheiss Nabi, Mozambique
# 161:
1:53 pm PST, Jan 21,Ana Do Rosário, Mozambique
É necessário melhorar as condições de vida das populações, especialmente as afectadas por grandes projectos como este. O que se vê é um abraço às grandes indústrias e não o melhor para as populações e para o meio ambiente!
# 160:
12:13 pm PST, Jan 21,Márcio Pinheiro Luiz, Mozambique
# 159:
12:10 pm PST, Jan 21,Marco Paulo Ferreira, Mozambique
# 158:
11:56 am PST, Jan 21,Name not displayed, Mozambique
O texto é bem claro em relacao à situaçao. Temos que ter solucoes descentralizadas e com menor impacto ambiental, especialmente quando se poe em causa as condicoes de vida das populacoes que habitam na regiao e a economia do pais. Pessoalmente, nao vejo como este projecto vai contribuir para o combate a pobreza absoluta. Sera que alguem pode explicar?
# 157:
11:45 am PST, Jan 21,Jano Paixão, Portugal
# 156:
10:17 am PST, Jan 21,Jose manuel Pestana Ribeiro, Mozambique
# 155:
7:14 am PST, Jan 20,Jennifer Thomson, Massachusetts