NÃO A IDA DE SOLDADOS BRASILEIROS

PROTESTO CONTRA A IDA DE SOLDADOS BRASILEIROS PARA O HAITI
MANIFESTE SUA REVOLTA CONTRA ESSE GESTO DE SUBSERVIÊNCIA INTERNACIONAL DO GOVERNO LULA, PROTESTANDO CONTRA A IDA DE SOLDADOS BRASILEIROS PARA UMA GUERRA QUE NÃO É NOSSA.

Na 3ª feira, 20 de abril de 2004, durante discurso na cerimônia de formatura de novos diplomatas, no Itamaraty, o presidente Luiz Inácio da Silva explicou que o envio de tropas brasileiras ao Haiti para se integrarem a uma "força de paz da ONU", onde se subordinariam ao comando supremo dos EUA, "estará condicionado ao efetivo engajamento da comunidade internacional com a reconstrução do Haiti", adiantando que "a missão só terá sentido se estiver em estreita sintonia com os países da região do Caribe". Para quem não lembra, por iniciativa dos EUA, em 29 de fevereiro, o presidente do Haiti, Jean-Bretrand Aristide, foi seqüestrado abrindo caminho para o preenchimento do cargo por pessoas indicadas pela Casa Branca. O nítido golpe de Estado foi imediatamente denunciado pelos países que integram o Caricon, que, para surpresa e desencanto da Casa Branca, não reconheceu o governo títere dos EUA. Mesmo assim, talvez para fazer gracinha para os norte-americanos e franceses interessados no Haiti, o presidente Luis Inácio da Silva imitou o triste exemplo do espanhol José Maria Aznar e prometeu que o Brasil enviaria tropas "para se integrar a uma força de paz". Em 09 de abril, o ministro da Defesa, José Viegas Filho, anunciou que 1.470 homens (nenhum deles é filho ou parente do ministro) estavam sendo preparados para se aliar a uma força de 8.000 soldados que, pelos planos apresentados pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao Conselho de Segurança, a partir de junho passarão os próximos dois anos em uma "missão de estabilização" no Haiti, onde a revolta política e contra a invasão do país já matou 200 pessoas e feriu várias outras, inclusive soldados norte-americanos que, juntamente com franceses, canadenses e chilenos, ocupam o país desde a deposição do presidente Jean Bertrand Aristide. Quem está gostando da decisão brasileira é Roger Noriega, secretário-assistente de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, que, comentando sobre a "força de paz" que livrará os soldados norte-americanos dos perigos da ocupação, revelou satisfação afirmando que "a formação da força de paz é um desafio importante para o mundo continuar ajudando o Haiti e renovar seu compromisso com o povo haitiano", adiantando que os EUA acreditam que "a ONU está respondendo de forma responsável e prestativa".
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