ABAIXO-ASSINADO CONTRA O ABRANDAMENTO DA LEI DOS CRIMES HEDIONDOS

VOCÊ QUER ESTUPRADOR, SEQUESTRADOR, TORTURADOR, HOMICIDA QUALIFICADO, TRAFICANTE OU TERRORISTA, SENDO RESSOCIABILIZADO ATRAVÉS DE TRABALHOS COMUNITÁRIOS EM SUA CIDADE, APÓS APLICAÇÃO DA PROGRESSIVIDADE DAS PENAS OU DAS PENAS ALTERNATIVAS?
DIGA NÃO AO ABRANDAMENTO DA LEI DE CRIME HEDIONDO

O legislador precisa se convencer de que a Lei deve ser a expressão da vontade do Povo, da vontade Geral. Deve atender às necessidades e aos anseios da coletividade, do corpo social. Deve saber, ainda, que não legisla para si ou para seus pares tão-somente, e que a Lei deve integrar, harmonicamente, o Sistema a que se destina.

Entristece ver o casuísmo que se tem feito com o Direito no Brasil, notadamente com o Direito Penal e Processual Penal, hoje à deriva, sem perspectivas e verdadeiramente desorientada, como no caso do crime de homicídio qualificado que passou a ser considerado hediondo, em decorrência da Lei 8.930/94 depois de uma atriz da Globo ter sido vitimada.

O STF já decidiu como constitucional o cumprimento integral da pena no regime fechado, conforme disposto na Lei 8.072/90 dos Crimes Hediondos, mas o principal argumento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ao defender penas mais brandas para crime hediondo, é que a lei não cumpriu seu objetivo de reduzir os crimes e o déficit do sistema carcerário é de 100 mil vagas, podendo chegar no caótico déficit de 200 ou 250 mil vagas.

 

A solução, na opinião dele, é a mudança das leis, com um regime progressivo de penas e maior aplicação de penas alternativas, além de que cadeia deve ser reservada para presos fisicamente perigosos e quadrilhas. Para ele a lei não distingue o grande traficante do pequeno nem o estupro a menores de 14 anos com ou sem violência real.

 

É óbvio que o sistema carcerário não cumpre os objetivos históricos a ele idealizados, que está falido e que a sociedade não agüenta mais custear os R$ 1.200,00 mês / preso, enquanto um trabalhador sobrevive com salário mínimo num país campeão mundial em concentração de renda.

Melhor seria mudar o sistema prisional para um sistema que fosse produtivo, auto-sustentado e em localidades hermas, que não permitisse visitas intimas, indutos e outras benesses ao invés de penas progressivas ou alternativas propostas para o abrandamento do rigor da Lei de crimes hediondos

Ora Sr. Ministro, pregar um debate racional em pleno caos moral e ético que o país se encontra, longe da linguagem ''simplificada e deformante'' dos ''defensores da lei e da ordem'' não nos parece um bom sinônimo para  “Justiça”.

Abaixo-assinado contra o abrandamento da Lei de Crime Hediondo do

Núcleo dos defensores da Lei e da Ordem

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